107 | Uma paixão cruzmaltina que surgiu em 1980

Antes dos meus filhos nascerem, eu era assíduo frequentador do Maracanã e de São Januário. Chegava mesmo afirmar que a minha casa, a minha igreja, o Maracanã e o Estádio de São Januário eram as minhas ‘casas’ oficiais. Pois eu estava sempre por lá. Os porteiros e seguranças do Maracanã já me conheciam, pois eu entrava sempre pelo mesmo portão e ficava no mesmo lugar na arquibancada. Não tratava-se de superstição, mas de um local privilegiado para assistir ao meu time do coração. Arquibancada do lado direito das cabines de rádio do Maracanã.

Aos Domingos, as Quartas-Feiras e as vezes aos Sábados, era certo eu estar assistindo os jogos do Gigante da Colina, como o time de São Januário é chamado. A minha paixão pelo Vasco começou quando eu tinha 9 anos de idade. De 1981 à 1998 essa era a minha rotina.

Ela começou assim: Em 1980 o ‘rei’ Roberto Dinamite voltava a jogar no Vasco após uma temporada na Espanha. O jogo era contra o Corinthians e naquele retorno o genial Roberto Dinamite fez os cinco gols do Vasco na humilhante e impiedosa goleada de 5×2 em cima do Corinthians.

Eu fiquei ‘alucinado’ ouvindo o jogo pela Rádio Globo AM do Rio de Janeiro. Ali começava a minha paixão pelo Vasco. A rua onde eu morava literalmente parou para comemorar o resultado daquele jogo: Foi um ‘Canavasco‘ fora de época.

Eu estava em todos os jogos do Vasco, incluindo o histórico Tricampeonato de 1992, 1993 e 1994 em que estive presente em todos os jogos do Campeonato Carioca (eu já falei isso) e até pouco tempo atrás eu tinha até os canhotos das entradas dos jogos. Naquela época o grande nome do Vasco era o Edmundo, animal.

Três momentos marcantes que não saem da minha cabeça que eu vivi dentro do Maracanã: 1 – Quando o Edmundo ‘acabou’ com o Flamengo naquela Final antológica de 1994 (foi naquele jogo em que ele após os gols saiu rebolando e ironizando a torcida do Urubu, foto de Capa deste editorial, o Maracanã ficou ‘alucinado’), 2 – Também em 1994 no dia da morte do Ayrton Senna as duas torcidas – Vasco e Flamengo – pela primeira e única vez se uniram, choraram e aplaudiram o Senna durante 10 minutos (isso foi inesquecível) 3 – E o dia em que o Eduardo Cachaça, jogador do Vasco, quebrou a clavícula contra o Fluminense, e mesmo assim, ele continuou no jogo pois o Vasco já tinha feito as substituições. Era Semifinal do Campeonato Brasileiro. O Vasco precisava vencer o tricolor das Laranjeiras e o Eduardo Cachaça ajudou o Vasco naquele dia. Foram dias de muitas emoções.

Sou tão apaixonado pelo meu time que eu tenho uma tatuagem no braço esquerdo com o nome: Vasco. Meu ‘maior presente’ (nessa questão de paixão pelo futebol), é que dos meus 6 filhos, 3 deles são vascaínos fanáticos: Brenno, Leonardo e Sarah. Os outros estão passando por uma crise de identidade e não sabem para quem torcer (risos). Já a Bia tem apenas 1 ano mas já grita e dança quando ouve a torcida cantando: Vascooooooooooooo.

Apesar de toda essa dedicação e de todo esse amor pelo meu time de coração, ele é apenas um sentimento futebolístico, nada mais do que isso, e eu não morreria, não me sacrificaria e não deixaria de fazer qualquer coisa por causa da minha paixão.

Minhas grandes paixões da vida, por quem eu me sacrificaria, são DEUS, minha família, minha igreja (o Evangelho) e por último, o meu time do coração o Vasco.

Mas você pode querer me criticar e dizer: ‘Mas Léo, você tem o nome Vasco tatuado em seu corpo‘. Isso é verdade, mas eu também tenho outras três tatuagens com a expressão ‘Deus é Fiel‘ em Português, Inglês e Hebraico. Meu corpo é uma expressão da minha fé, ele é o testemunho do meu Deus. Leia Aqui.

Mas você pode querer me criticar e dizer: ‘Mas Léo, você tem o nome Vasco tatuado em seu corpo‘. Isso é verdade, mas eu também tenho outra tatuagem com o nome dos meus filhos ‘Minhas Heranças‘ tatuados em meu braço: Brenno, Leonardo, Sarah e Beatriz. Ainda faltam os nomes Carol e Brunna. Leia ‘Deus condena as tatuagens?’ Clique Aqui.

Igualmente eu tenho tatuado em meu corpo o apelido da minha eterna namorada ‘Princesa Ane‘, por ela vale a pena qualquer sacrifício, e as palavras ‘Mãe‘ e ‘Pai‘.

Em resumo, o meu amor pelo meu time, não é maior do que o meu amor com Deus, com a minha família e com o Evangelho.

Léo Vilhena
אלוהים הוא נאמן

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