063 | Uma geração de Pinóquios, filhotes de satã

Antes de sair de casa, eu escrevi aqui no blog, um texto sobre mentirosos e como eu tenho horror a mentiras. Se você ainda não leu, clique AQUI.

Terminei de escrever, publiquei e fui no Banco e na padaria para comprar o pão nosso de cada dia.

Na fila da padaria, conheci o Cezar, um homossexual alto, moreno e com um físico atlético. Ele se apresentou com lutador de Muay Thay e contou que após vencer um campeonato, a ‘organização’ da competição, entre outras coisas, ofereceu de presente para o novo ‘campeão’, um troféu, uma grande quantia em dinheiro e uma tatuagem gigantesca nas costas de um ‘troféu sendo erguido por um Tigre’.

Gentilmente, dei (sem trocadilhos por favor) os meus parabéns por suas conquistas, paguei o pão e fui para casa tomar café, para estar de volta ao escritório até às 18h, se não a chefe briga e aqui estou.

Mas quando eu cheguei em casa e contei o ‘encontro’ com o ‘lutador’ Cezar, minha esposa riu na cara dura. Primeiro ela me pediu para dar a descrição exata do ‘campeão’, depois, ela riu mais ainda.

O ‘campeão’ de mentiras, nunca foi lutador, nunca subiu num ringue ou em um octógono e era apenas aluno de uma academia, pois nutria uma paixão incontrolável pelo seu professor. A minha esposa conhece esse Pinóquio a muitos anos, pois ela frequentava a mesma academia.

Esse caso que aconteceu há pouco mais de 50 minutos atrás, e reforça a certeza que eu tenho, que vivemos numa década de falência do caráter da sociedade, vivemos entre uma geração de Pinóquios, filhotes de satã. As pessoas estão mentindo e acostumando-se a mentir de uma forma banal.

A banalidade da falsidade é real em nosso meio. Como diz o meu amigo Anísio: ‘Volta logo, Jesus’.

Léo Vilhena
Que conheceu na padaria uma Tigresa erguendo um maçarico

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