058 | Quebrando barreiras com piadas e sorrisos

Todas as HISTÓRIAS que eu te conto aqui neste blog, elas são 100% verdadeiras, sinceras e honestas, por um único e simples motivo: Eu não sou louco de usar o nome de DEUS em vão, e quando eu conto as essas experiências e digo que tudo o que eu vivi foi em nome de Deus é por que elas realmente aconteceram, do jeito e da forma como estou te contando. Ninguém vai usar o nome de DEUS em vão e achar que vai ficar livre do juízo. Eu não uso o nome de Deus nem em piadas.

Por que eu estou dizendo isso de saída? Pois a HISTÓRIA que eu vou te contar agora, é uma das mais deliciosas que eu já vivi, e eu amo lembrar desse dia e desse fato.

O DIA EM QUE EU FIQUEI AMIGO DE UM PADRE

Passei dois anos em Caruaru, agreste do Nordeste, interior de Pernambuco, e apesar de haver pouca informação daquela grande cidade e até um certo preconceito dos sulistas com os nordestinos, lá é uma cidade fantástica e maravilhosa. Vale a pena conhecer a capital do forró.

Certo dia eu fui convidado por uma amiga para ir em sua casa fazer um lanche e conhecer o seu marido, que era um… Padre.

Católico fervoroso e que não aceitava e não gostava de pastores. Então a recomendação era: ‘Evite falar que você é pastor’.

Eu descobri, naquele instante, que aprendi a ter domínio próprio, pois com todas as minhas forças eu segurei todas as minhas gargalhadas e disse um ‘tá bom‘ com um sorriso ‘ingênuo’ no canto da boca. Quem me conhece sabe como eu daria ouvidos àquele conselho.

Chegando lá eu FUI MUITO BEM RECEBIDO por um sorridente senhor de uns 50 e poucos anos, e apesar de ser padre (não vou entrar na discussão de padres casados, pois eu acho essa discussão uma tremenda idiotice católica) conversamos sobre tudo. A conversa começou na sala e terminou na cozinha (Aleluias)…

A conversa era bastante animada e falamos de tudo um pouco: política, futebol, mulheres, filhos, famílias e sobre a cidade de Caruaru, mas não tocamos no assunto religião.

Depois de duas horas de gargalhadas eu disse assim: ‘Ta vendo Padre, como até os pastores podem ser gente boa?’.

Ele olhou para a esposa e ainda sorrindo perguntou: ‘Como assim?’. E eu respondi:

Você não sabe que eu sou pastor?’.

Ele tornou a olhar para a esposa, para a Sonia, para mim e deu a melhor gargalhada da noite. Todos demos risadas. Ele ainda sorrindo perguntou: ‘Isso é sério?’

Eu respondi: ‘É sim’ e continuamos a rir e contamos piadas até quase a meia noite. Antes de irmos embora, fiz questão de orar por aquela família e depois daquele dia, nos tornamos amigos e frequentadores assíduos daquela cozinha (Em Caruaru se come muito bem). Demos um longo e afetuoso abraço e nos despedimos daquela noite.

Uma ‘barreira’ foi quebrada com risadas e ganhei um amigo com piadas.

Léo Vilhena
‘Os arrogantes acham que a ‘autoridade pastoral’ está em posturas rígidas, sérias e carrancudas, alijadas de bom humor e carisma. Quem tem essa postura é uma besta que não entende nada da vida. Até o Papa Francisco cai na gargalhada de vez enquanto. Já certos pastores…’

 

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