053 | Amo o meu cunhado

[ Esse aconselhamento foi originalmente respondido e publicado em fevereiro de 2005 e foi recuperado pelo Analista de Sistemas Anísio Jr de São Paulo. Obrigado amigo ]


—– Original Message —–

 

From: Amiga de Santa Catarina

 

To: Leo

 

Subject: Amo o meu Cunhado

 

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Boa Noite!

 

Obviamente o senhor não me conhece, mas eu o vi pregar na III Conferência de Pastores da América Latina. O senhor pregou sobre “A Necessidade de deixarmos as Máscaras Caírem”.

 

A princípio achei o senhor “novinho” demais, mas depois percebi que o senhor pregava com entusiasmo e com unção e que és um grande homem de Deus. Amei sua pregação.

 

Que pena que os CDs gravados com aquela mensagem esgotaram tão rapidamente.

 

Estou lhe contando isso tudo, para poder ter coragem de lhe pedir ajuda.

 

Sei que você foi amigo do Caio e que você segue a mesma linha de raciocínio dele. Eu já enviei alguns e-mails para ele, mas nunca obtive resposta. E sei que você me responderá.

 

Contarei o meu problema:

 

Eu casei em 1998 e em 2000 já passava por uma grave crise no meu casamento. Meu marido não me dava atenção e não ajudava nas necessidades básicas da nossa casa.

 

Foi quando em dezembro de 2001, numa de nossas brigas, meu marido resolveu dormir fora de casa e meu cunhado foi lá para me consolar, pois eu estava desesperada.

 

Ele foi muito carinhoso comigo. Consolou-me e me deu a maior força.

 

Os dias se passaram e eu comecei a perceber que estava sentindo uma atração meio estranha pelo meu cunhado. E percebi que ele sentia a mesma coisa por mim.

 

Num dia, eu estava sozinha em casa e meu cunhado foi até lá. Ficamos olhando um pro outro, e de repente nós nos beijamos e depois nos amamos.

 

Hoje estamos tendo um caso. E eu acho que amo o meu cunhado. Não quero perdê-lo. Mas também não quero separar do meu marido, pois eu o amo apesar de tudo.

 

O que devo fazer?

 

Com respeito…

 

 

 

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Querida. Paz e libertação!

 

Vou começar a responder a sua carta de trás pra frente se você não se importar.

 

Em primeiro lugar, você termina a sua carta falando de respeito, coisa que eu creio absolutamente que você não sabe o que é, pois se soubesse, você não manteria um amante e respeitaria sua família, que por enquanto é composta apenas de seu marido.

 

Em segundo lugar, você não ama o seu marido, pois se o amasse você não iria procurar um outro colo para se aquecer e deitar.

 

Em terceiro lugar, você tão pouco ama o seu cunhado. O que você sofre é de carência e este sentimento nos faz tomar atitudes e ter percepções sentimentais um tanto equivocadas.

 

Em quarto lugar, esta “atração” pode ter sido premeditada por seu cunhado ou por você, ou seja, vocês já estavam se “olhando” com segundas, terceiras, quartas e quintas intenções. O problema é que estas intenções esbarram na Lei (graça) de Deus, ou seja, é pecado. Você é casada e ele é seu cunhado. E ponto final.

 

Em quinto lugar, o fato dele ser gentil com você e ser carinhoso, não significa que isto faz parte de uma salvação ou de um livramento pra você. Sua vida já esta definida, vocês é que estão querendo desconstruir a vida de cada um, se lançando numa aventura sem precedentes e recheada de perigosos ingredientes, que normalmente não acabam bem. Se o seu marido descobre, não existirá uma solução pacífica para o “caso” de você e de seu cunhado.

 

Em sexto lugar, as brigas das quais você menciona, são frutos da ausência de Deus no seu casamento, pois eu tenho a absoluta certeza e convicção que não existe situação matrimonial, por mais difícil que ela seja, que impeça atuação de Deus sobre a vida do casal. O que existe, na esmagadora maioria das vezes, é a falta de perdão, de amor, de carinho, de misericórdia…

 

O que acaba com os casamentos de hoje, além destes fatos acima citados, é a falta de respeito e por uma das partes ser superior a outra, que seja nas questões financeiras, intelectuais, emocionais ou físicas.

 

 

 

E em último lugar, você cita que seu marido não ajudava nas necessidades básicas da casa, e isto pode ser entendido de que forma? As vezes o que você chama de “necessidades básicas” é caviar, lagosta, salmão, tinta importada para o cabelo entre outras coisas. Pois se fosse necessidades básicas mesmo, do tipo feijão com arroz, pagamento das contas, você teria mencionado, mas não o fez. Então o que direi em relação a isso? Vai com calma irmã e tente esperar a situação financeira de seu marido melhorar.

 

 

 

Para finalizar, serei prático e direto no meu conselho: Acabe de uma vez com esta “aventura” maldita em que você se meteu e tente de todas as formas restaurar o seu casamento. Se não conseguir sozinha, peça ajuda a seu pastor ou a um Terapeuta. Procure ajuda profissional se for o caso, mas esqueça seu cunhado de uma vez por todas e lembre-se que você tem um marido.

 

 

 

Se fosse o caso dele bater em você, meus conselhos seriam outros, mas os fatos narrados por você não são passíveis de obter de mim o conselho que você gostaria que eu lhe desse, para que você ficasse com a sua consciência mais “tranqüila”. Eu não te darei.

 

 

 

Direi ao contrário: Volte correndo pros braços e pro colo do teu marido e esqueça o seu cunhado. E peça perdão a Deus pela loucura que vocês cometeram.

 

 

 

Em relação ao Reverendo Caio Fábio, obviamente duas coisa podem ter acontecido: A primeira, ele pode não ter recebido o seu e-mail. Extravios na NET também acontecem. A segunda, é que ele pode não ter tido tempo ainda de ler a sua carta, já que o site do reverendo já passou de 1 milhão de hits (entradas) somente no primeiro ano de existência. Você imagina então quantas cartas estão à espera de sua resposta por causa deste fato?

 

 

 

E para concluir, quero agradecer a sua “preferência”, e sempre que puder eu responderei a sua carta e a de qualquer outra pessoa que me pedir ajuda ou conselho.

 

 

 

Fique na paz!

 

Léo Vilhena

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