Não seja arrogante: você só volta, se Deus permitir

Se tem uma coisa que EU NÃO SOU é religioso, apegado à místicas e crenças religiosas, conceitos e preceitos religiosos e posturas ou práticas religiosas. Definitivamente no meu conceito do que é DEUS não cabe nenhuma postura leviana e farisaica dessas.

Para começar eu uso brinco (leia AQUI o meu editorial sobre brincos), eu tenho 8 tatuagens (leia AQUI o meu editorial sobre tatuagens), evito usar terno (ainda vou escrever sobre isso, aprendi isso como já disse, com o falecido Janires) e não sou de usar uma linguagem rebuscada no meu dia a dia. Prefiro ir no ‘popular’ para não ter que ficar desenhando e explicando.

É lógico e óbvio que nas mais de 1000 igrejas que já preguei em 25 anos de ‘estrada’ (hoje eu não estou exercendo o meu ministério por causa das sequelas de um Enfarto e um AVC), eu usava um linguajar coloquial, respeitoso e condizente com o lugar em que estava, mas no meu dia a dia, e com as pessoas que eram os meus principais alvos em evangelização, se eu usasse um linguajar refinado ou rebuscado eles diriam de saída: ‘Esse cara ta chapado!’ Pois não iriam entender nada.

Mas, independente do meu modo de agir, vestir, comer e falar (‘Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados’ –  Colossenses 2:16) eu levo DEUS e o Evangelho MUITO À SÉRIO. Eu até poderia dizer, EXTREMAMENTE À SÉRIO que não seria exagero ou mentira. Por isso não dou a mínima para julgamentos e o que falam de mim (leia AQUI o meu editorial sobre julgamentos ou condenações).

Vou te dar apenas 5 exemplos que exemplificam (redundância proposital) essa minha postura de seriedade com as coisas  do Reino:

1 – Não aceito piadas (apesar de viver brincando e encarnando) que falem de Deus, religião e o Espírito Santo. Nem tente me contar algo dessa natureza. Deus tem que ser levado muito a sério, e eu levo;

2 – Nunca usei ou uso (e nunca vou usar) de vãs filosofias para enganar, mentir ou ludibriar o povo para ‘me dar bem’ com o Evangelho, pelo contrário, abri mão de muitas coisas (heranças e riquezas) em favor do Evangelho e não consigo meter a mão no dízimo e em tudo que é de Deus. Não sou, nunca fui e não serei ladrão evangélico;

3 – Nunca traí a minha esposa – JAMAIS – em conversas de bate papos, redes sociais, em encontros pessoais e nunca desonrei a minha família, mesmo o próximo estando distante. Já disse e repito (sem desmerecer as mulheres): Não foi criada e não existe mulher que me faça trair a minha esposa, ela é a mais linda, cheirosa, amorosa e BRABA desse mundo. Lembra da ordenança de Deus, seja homem de uma só mulher?;

4 – Não vivo de julgamentos, não vivo falando mal de irmãos (já tive ataques de fúria onde falei coisas que não devia ter falado, mas errei, não sou perfeito e por esta causa muito me arrependi e constantemente ‘esmurro o meu corpo e reduzo a escravidão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado‘ – 1 Coríntios 9:27), não vivo de conversinhas, baboseiras e besteiras cristãs: Eu levo o Evangelho a sério;

Tudo o que eu te falei até aqui foi uma breve introdução para o que eu vim te falar hoje:

5 – Sou incapaz de ir na esquina ou na padaria, sem dizer genuína e sinceramente: EU VOU ALI E JÁ VOLTO, SE DEUS ME PERMITIR.

Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo‘.  Tiago 4:15.

Como disse no primeiro parágrafo deste editorial, eu não sou religioso e nem tenho práticas religiosas, o que faço e falo é genuíno e sincero e eu tenho dentro de mim um apego enorme em DEUS, ou seja, se vou beber um copo d’água, eu só estou fazendo aquilo por que DEUS está me concedendo a vida e o fôlego do Espírito para fazer algo tão natural, como beber água. Parece exagero mas não é, e até o final desse editorial você vai entender por que estou dizendo isso.

Dias atrás eu e a minha esposa estávamos conversando com 3 famílias e uma delas convidou a todos para a festa de aniversário do filho dela que aconteceria 5 dias após esse convite. Eu falei assim: ‘Se Deus permitir fulana nós iremos‘ (vou evitar o usar o nome dela, para que as pessoas envolvidas nessa história, não se reconheçam).

Um outro casal que estava presente nesse papo disse assim: ‘Magina fulana que vamos perder uma festança dessas, claro que nós vamos‘.

Resultado: NÃO FORAM. Deram uma desculpa fantasiosa, mas a verdade é que não foram a festa que garantiram que iriam pois o ‘tempo fechou’ dentro de casa e houve um desentendimento ‘fenomenal’ entre o casal. Como eu fiquei sabendo? Ainda sou pastor e as coisas ‘vem’ até os pastores.

Por isso que eu digo a 40 anos: ‘Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo‘.  Tiago 4:15.

Como eu aprendi a viver assim? Eu era criança quando aprendi de uma maneira muito sofrida. Vou te contar como aprendi e foi da forma mais dolorosa que você pode imaginar (disse a mesma coisa por duas vezes, para você tentar imaginar o meu sofrimento):

Eu gosto muito do meu time Vasco, eu tenho até uma tatuagem do meu time no braço esquerdo, mas nada se compara a ‘idolatria’ que o meu pai, minha mãe e meu tios tem pelo Flamengo (‘Senhor, limpa e santifica a minha boca pois acabei de falar um palavrão!’).Nada se compara em gênero, número e grau o ‘amor’ deles pelo time da Gávea.

No dia 13 de Dezembro de 1981 (não consigo esquecer essa data) era um domingo pela manhã e até ali estava tudo bem. Eu e minha mãe fomos para a igreja e já estávamos na escola dominical.

O jogo Flamengo e Liverpool disputando a final da Copa de Caminhões (que eles chamam de ‘mundial de Clubes’ – Copa Toyota) foi durante a madrugada e seria reprisado na televisão e minha mãe disse: ‘Não perco esse jogo por nada nesse mundo.’

Mais ou menos por volta das 10 horas da manhã daquele mesmo domingo, dentro da sala da escola dominical, eu fiquei em frações de segundos, sem coordenação das pernas, literalmente sem andar, passei a ter convulsão e perdi os sentidos.

Pelos relatos que ouvi após a minha alta médica, o desespero entre os irmãos foi grande e imediatamente me conduziram ao Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, no centro (a minha mãe é servidora carioca) e eu fui imediatamente internado.

Após uma bateria de exames fui diagnosticado com ‘Coreia de Sydenham’ que ‘tira’ a sua coordenação motora, neurológica e afeta o coração. Fiquei 10 dias internado usando cadeira de rodas (Nem vou te contar que mesmo usando uma cadeira de rodas eu ‘promovi’ entre as crianças – estava em uma ala infantil – uma corrida de cadeiras de rodas, para desespero dos médicos e enfermeiros – isso não é uma piada, realmente aconteceu, e eu fui o ‘campeão’).

Coreia reumática de Sydenham (do grego khorea) é um distúrbio neurológico que afeta a coordenação motora de 20 a 40% dos portadores de febre reumática, mais frequente entre meninas e/ou crianças e adolescentes.

Mas pela misericórdia de DEUS fui curado e nunca mais essa doença manifestou-se em minha vida. Por este motivo, desde os meus dez anos de idade (isso foi em 1981) eu não consigo dizer ‘que eu vou ali’ sem completar: SE DEUS ME PERMITIR.

Meus irmãos e amados de meu pai, isso é muito sério: Só vamos aqui ou ali, perto ou longe, se DEUS nos permitir.

Agora você entende o por que eu tenho sagrado respeito pela expressão: SE DEUS PERMITIR?

Amo a música PROTEÇÃO e ela é tão importante para mim pois fala muito comigo até hoje. Essa música é bem antiga e retrata bem o que eu penso:

Não seja religioso, seja submisso a DEUS e aprenda que você só vai aqui ou ali e se você consegue beber até um copo de água (ou Coca-Cola) é somente se DEUS PERMITIR.

E minha mãe não viu o jogo. Aprendeu a lição.

Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo‘.  Tiago 4:15.

Léo Vilhena
Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns.’ 1 Coríntios 9:22.

Anúncios

Os comentários estão encerrados.

Site hospedado por WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: