Bases Doutrinárias – Unção com Óleo

A Unção com Óleo não pode ser desprezada e nem abolida nos rituais litúrgicos de qualquer igreja cristã, por este motivo cremos na unção sobre os enfermos, simbolizando o poder curador de Deus e pode ser ampla e completamente utilizada na presente época de nossa igreja. Temos relatos bíblicos de três tipos de unção com óleo:

– A Unção Espiritual, realizada pelo Espírito Santo sobre Jesus e sobre os crentes, e que substitui qualquer unção com óleo que represente consagração, sendo de caráter permanente. Os textos que falam sobre esta unção:

“O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,” Lucas 4:18

“Porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel,” Atos 4:27

“Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.” Hebreus 1:9

– A Unção com Óleo-Literal, que é a aplicação de óleo ou ungüento aromático com o objetivo de conservar, limpar, curar, perfumar e embelezar. Os textos que falam sobre esta unção:

“Então, te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo.” Ezequiel 16:9

“Ela fez o que pôde: antecipou-se a ungir-me para a sepultura.” Marcos 14:8

“Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” Apocalipse 3:18

– Unção com Óleo-Simbólica, que é aplicação de óleo sobre pessoas, animais e objetos, com o fim de consagrá-los, porém esta unção, que também se pode designar de cerimonial, não tem sentido ser hoje praticada, porque era prescrição da Lei Mosaica, e só se fazia com o “Óleo da Unção”, não sendo, por isso, recomendada em nenhuma parte do Novo Testamento. Confira este cerimonial no livro de Êxodo 30:22-33:” Disse mais o SENHOR a Moisés: Tu, pois, toma das mais excelentes especiarias: de mirra fluida quinhentos siclos, de cinamomo odoroso a metade, a saber, duzentos e cinqüenta siclos, e de cálamo aromático duzentos e cinqüenta siclos, e de cássia quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de oliveira um him. Disto farás o óleo sagrado para a unção, o perfume composto segundo a arte do perfumista; este será o óleo sagrado da unção. Com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca do Testemunho, e a mesa com todos os seus utensílios, e o candelabro com os seus utensílios, e o altar do incenso, e o altar do holocausto com todos os utensílios, e a bacia com o seu suporte. Assim consagrarás estas coisas, para que sejam santíssimas; tudo o que tocar nelas será santo. Também ungirás Arão e seus filhos e os consagrarás para que me oficiem como sacerdotes. Dirás aos filhos de Israel: Este me será o óleo sagrado da unção nas vossas gerações. Não se ungirá com ele o corpo do homem que não seja sacerdote, nem fareis outro semelhante, da mesma composição; é santo e será santo para vós outros. Qualquer que compuser óleo igual a este ou dele puser sobre um estranho será eliminado do seu povo.”

A unção com óleo sobre enfermos também é simbólica, mas não simboliza consagração, e sim o poder curador de Deus. A prática desta unção se encontra mencionada em dois textos do Novo Testamento:

“Expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo.” Marcos 6:13

“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” Tiago 5:14, 15.

A partir dos conceitos acima emitidos, devemos seguir as seguintes orientações na prática da unção com óleo sobre enfermos:

– O óleo não tem em si mesmo, poder curador (O poder é de Deus, que opera através da oração da fé);

– Não há obrigatoriedade de se ungir com óleo todos os enfermos pelos quais se intercede;

– O ato da unção com óleo sobre os enfermos deve ser restrito a pastores e demais oficiais na ausência de um pastor, como presbíteros e diáconos;

– Não é procedente a expressão “óleo ungido”, pois não encontramos em nenhum ligar esta expressão;

– Devemos ter extremo cuidado para que o óleo não venha a ser tornar um elemento mediador da fé, pois a crença não pode ser no ato e sim no Senhor.

EXTRAÍDO DO LIVRO ‘BASES DOUTRINÁRIAS’ – Autor: LÉO VILHENA
Esse material faz parte da Tese de Doutorado do autor

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Capa do Livro BASES DOUTRINÁRIAS
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