Bases Doutrinárias – Dom de Profecia

Cremos que o dom de profecia ainda se manifesta em nosso meio, através da capacitação concedida pelo Espírito Santo de Deus, para pregar à Sua Palavra, com o propósito de edificar, consolar, confortar, exortar, conduzir ao arrependimento e para predizer acontecimentos futuros.

Para exemplificarmos, quando falamos que a profecia, entre outros propósitos, conduz ao arrependimento, é baseado no texto de 1ª Coríntios 14:3, onde lemos “Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando”.

Quando citamos a respeito de acontecimentos futuros, estamos nos referindo ao texto de Atos dos Apóstolos 11:27 e 28 “Naqueles dias, desceram alguns profetas de Jerusalém para Antioquia, e, apresentando-se um deles, chamado Ágabo, dava a entender, pelo Espírito, que estava para vir grande fome por todo o mundo, a qual sobreveio nos dias de Cláudio”.

Tanto no original Hebraico (AT) como no original Grego (NT), o termo profecia está muito ligado à predição do futuro, deve-se, porém, observar que o maior uso do termo profecia no NT é com significado de proclamar a Palavra de Deus e não o de prognosticar.

O profeta, ao exercer o dom, deve estar de plena posse de suas faculdades como especifica o texto bíblico de 1ª Coríntios 14:32-40, onde lemos “Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas; porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos, conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja. Porventura, a palavra de Deus se originou no meio de vós ou veio ela exclusivamente para vós outros? Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo. E, se alguém o ignorar, será ignorado. Portanto, meus irmãos, procurai com zelo o dom de profetizar e não proibais o falar em outras línguas. Tudo, porém, seja feito com decência e ordem”.

Isso implica em que não há apoio bíblico para a ocorrência necessária de um estado de êxtase ou de descontrole emocional ao profetizar, não sendo necessário um “show” para que todos possam ver que está acontecendo um momento de profecia, que pode ser confundido com uma “profetada”, que para nada serve.

A profecia e o profeta, em seu conteúdo, método e caráter, não pode contrariar os ensinamentos da Palavra de Deus. Tomando certos cuidados, evitaremos possíveis erros:- Profecias que querem tomar o lugar das escrituras, ou seja, um culto onde o ponto “alto” não é a pregação do Evangelho, mas as “profecias” que ajudarão a tomar decisões, posicionamentos, questionamentos…

Não devemos aceitar profecias que tenham objetivo de ser fonte de “novas verdades” para a igreja e que podem ser introduzidas dissimuladamente como doutrinas inovadoras (G12, por exemplo) como nos adverte Paulo aos Gálatas 1:9 “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema”.

A Igreja neotestamentária mostrou grande cuidado com o discernimento da profecia e julgamento do profeta. Existem cinco aspectos que devem ser levados em consideração, para provarmos uma profecia:

– O caráter moral do profeta;- A natureza espiritual da profecia;

– A autenticidade dos sinais, pois até mesmo os emissários de satanás também pode operar sinais (Ex 7:9);

– Discernimento e julgamento do povo e

– Cumprimento da profecia.

Devemos ter muito cuidado ao nos julgarmos como profetas, pois podemos ser levados pela emoção ou sermos levados a pecar pelo próprio diabo, e assim cometermos loucuras, como profetizar coisas que Deus na realidade não falou, e sua sentença para este pecado é extremamente grave: Deuteronômio 18:20-22 “Porém o profeta que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu lhe não mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto”.

EXTRAÍDO DO LIVRO ‘BASES DOUTRINÁRIAS’ – Autor: LÉO VILHENA
Esse material faz parte da Tese de Doutorado do autor

cover_front_big
Capa do Livro BASES DOUTRINÁRIAS
Anúncios

Um comentário em “Bases Doutrinárias – Dom de Profecia

Os comentários estão encerrados.

Site hospedado por WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: